Larrasoaña – Pamplona (15,5 km)

Outro dia muito difícil. Passamos por trilhas estreitíssimas e em dado momento, ela seguia um bom tempo ao lado de um penhasco. Pegamos muita lama, chuva e frio e passamos por pueblos muito bonitos. Embora o caminho seja um pouco duro, a paz que nos invade e as paisagens espalhadas, sempre valem a pena.

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Eu e o Zé andamos juntos uma boa parte do caminho e quando paramos para dar uma descansada num café em Villalva, encontramos o Valério e o Paulo. Todos tomamos um capuccino quentinho e comemos um lanche.

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Seguimos caminho nos deliciando com a vista e chegando a um portal na entrada da cidade de Pamplona, eu e o Zé presenciamos a queda de um motociclista, que descia a rua de pedra molhada e escorregadia a todo vapor. Após a queda ficou completamente imóvel. Foi juntando gente e eu fiquei com medo que ele estivesse morto. Aos poucos começou a gemer e não conseguia se mexer. Ficamos mais um pouco por ali, até que alguém chamou uma ambulância.

Chegamos ao albergue e como ele ainda demoraria um pouco para abrir, resolvemos passear por Pamplona, conhecer um pouco a cidade, fotografar, esperando a hora para voltar. Cruzamos com os catalães Marcel e Jordi que estavam procurando pelo albergue e acabamos levando os dois até lá.

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O albergue era grande, com uma escada toda em madeira que nos levava ao segundo andar com um corredor amplo, vários quartos com mais ou menos 3 beliches e banheiros mistos.

Lá encontrei novamente o médico e o canadense que haviam me ajudado no dia anterior, quando eu caí da bicicleta. Devolvi a bandana e o “meu médico” me examinou e disse que estava tudo bem.

Em determinado momento eu fui ao banheiro para tomar banho e lá chegando, encontrei um homem completamente nu, fazendo alongamento. Ele olhou para mim e nem se incomodou, continuou exatamente como estava, numa posição no mínimo constrangedora. Se não para ele, com certeza para mim. Eu fiquei tão sem graça, que dei meia volta e saí. Chegando ao quarto comentei com os meninos e eles tiraram muito sarro da minha cara. Eles o apelidaram de meu “muso”.

Ficamos todos os seis brasileiros juntos num quarto (eu, Zé, Fernando, Paulo, Valério e Beth) e saímos, exceto a Beth, para almoçar. Rodamos por um bom tempo e não achávamos nada aberto e quando estava aberto não serviam nada antes de determinado horário. Estávamos no meio da siesta deles, o que é muito complicado, porque era exatamente o horário pós albergue e banho que tínhamos para almoçar e eles no meio do horário entre o almoço e o jantar.

Acabamos entrando num bar, pedimos 1 garrafa de vinho e compramos num mercadinho em frente, pães, queijo e frios. Voltamos para o bar em frente e fizemos sanduíches (bocadillos), acompanhados de 4 garrafas de vinho La Rioja.

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