Carrion de los Condes – Sahagún (40,5 km)

Hoje foram 40 km. Foi um dia muito difícil e desgastante. Andávamos com muita dificuldade por causa do vento contrário e gelado.

O frio era horrível, com um vento terrível. Quando paramos no 1º pueblo (Calzadilla de la Cueza) para tomar café da manhã, era um bando de peregrino com os rostos vermelhos, narizes escorrendo, lábios rachados e as mãos inchadas e com as juntas brancas de tanto frio.

Todo mundo parou no mesmo bar, porque lá fora, o clima era cruel. Ficamos por ali dando um tempo para nos aquecer ver se as coisas melhoravam.

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Quando estávamos tomando café, um italiano com o qual cruzávamos todos os dias e nos cumprimentava efusivamente, me abraçou e deu vários beijos no meu rosto, repetindo: bella brasiliana, bella brasiliana.

São gestos muito gostosos de carinho gratuito. De maneira geral, existe um sentimento de bem querença entre os peregrinos, que é contagiante. A gente cruza com as pessoas todos os dias e isso dá uma sensação de familiaridade gostosa, de acolhimento.

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Os meninos chegaram arrasados ao albergue. O Zé ganhou uma bolha de sangue bem grande no pé e estava super chateado. O hospitaleiro furou, limpou, passou iodo e cuidou do pé dele. Faz parte do trabalho dos hospitaleiros, mas é muito bonito o cuidado, a atenção e o carinho com que eles cuidam dos peregrinos. Coisas que, com certeza, só vemos e vivenciamos no caminho de Santiago.

Hoje foi um dia extenuante e amanhã o Zé terá que ir de bike.

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