Sahagún – Mansilla de las Mulas (36,5 km)

Conforme combinado, o Zé teve que ir de bike. Se não fosse a bike, ele provavelmente teria que ficar parado um dia.

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Como consegui carregar o MP3, foi o 1º dia que caminhei com ele. Foi ótimo e eu não imaginava a falta que a música estava me fazendo. Ela me dá energia, alegria.

Caminhei os primeiros 20 km feliz da vida, cantando e dançando e chamando a atenção dos moradores do caminho que comentavam que eu andava contente. E andava mesmo, feliz, cantando, livre.

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Passados os 20 km, que é uma quantia razoável para se andar, pois mais que isso, começa a ser cruel, a mochila começou a incomodar e as bolhas a queimarem.

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Passando pelo pueblo El Burgo Ranero, um senhor que estava sentado em um banco, me pegou pela mão e abriu a pequena igreja só para me mostrar. Ele tinha a chave da porta da igreja e levou-me, todo orgulhoso, até o altar, para me mostrar uma imagem de São Pedro. Foi tão bonitinho. Agradeci muito, dei um abraço nele e segui meu longo caminho.

Durante um bom tempo eu caminhei completamente sozinha, sem nenhum peregrino na minha frente e nenhum atrás. Era uma trilha reta, imensa e infindável.

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Olhava o horizonte e ele não chegava nunca. Cheguei a pensar que estava no caminho errado, porque não avistava ninguém há muito tempo e quando não aguentava mais dar um passo, avistei ao longe um peregrino sentado em uma área de descanso.

Foi um alívio muito grande e quando me aproximei, a surpresa foi muito boa, pois descobri que era o Stefano.

Essas pequenas coisas fazem parte da magia do caminho. Quando pensamos que não conseguimos mais, simplesmente surge algo para nos impulsionar. Várias vezes quando chegamos a alguma encruzilhada e não sabemos por onde seguir, é só parar, respirar e seguir o instinto. É engraçado, mas eu nunca errei no caminho. Sempre escolhia a via correta nas várias encruzilhadas.

Fui até ele que estava sentado comendo e tinha um verdadeiro banquete composto de pão, queijo, atum, banana, biscoito e água. Comi um pouquinho com ele, conversamos e enquanto estava lá sentada, o Paulo passou por nós a caminho do próximo pueblo que estava a 600 m.

Descansei e conversei um pouquinho e depois segui viagem. Quase chegando a Reliegos, o Zé veio de bicicleta me procurar. O Paulo havia encontrado com ele e com o Valério, comentou que eu estava com o Stefano e o Zé veio ao meu encontro.

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Estávamos comendo um bocadillo em Reliegos e nisso o Stefano chegou. Veio ao meu encontro e resolvemos seguir todos para Mansilla de las Mulas que ficava a 6 km.

Cheguei me arrastando em Mansilla, afinal hoje foram 36 km. As bolhas queimavam e fui presenteada com duas novinhas em folha.

Dia bem cansativo e como para variar o albergue estava lotado, ficamos em um hostal. Foi a 2ª vez em hostal e uma na casa daquela senhora em Viana.

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