Triacastela – Barbadelos – Ferreiros – Portomarín (40,5 km)

Hoje foi um dia de ralação. O Paulo resolveu ir via Samos para conhecer o mosteiro e eu, a Carol, o Zé, o Carlos e o Valério fomos via San Xil.

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Em parte do caminho vim conversando com os paulistas (Paulo, Júlio e Ludmila). Sentamos em um bar em Sarria e esperamos pelos meninos.

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Esperamos pelo Paulo mais de uma hora. Resolvemos almoçar e como ele não apareceu, decidimos seguir em frente até Barbadelos aonde tínhamos combinado de nos encontrar.

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Chegamos lá e o pueblo era nada. O albergue estava lotado e nos indicaram um hostal. Deixamos um recado para o Paulo colado no vidro do albergue dizendo que seguiríamos em frente, caso ele passasse por lá.

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No hostal só tinha 2 vagas e a Carol resolveu ficar. Seguimos até Ferreiros embaixo de uma chuvinha fina e constante. Chegando lá, o albergue também estava lotado e resolvemos seguir até Portomarín que distava mais 9 km.

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A essa altura já não esperávamos mais encontrar o Paulo. Fiquei muito preocupada por não o encontrarmos, pois sempre havia dado certo e não queria que o grupo ficasse desfalcado.

Segui na frente de bike para tentar ver albergues e me mandei num monte de subidas e descidas regadas a lama, muito coco de vaca e pedra. Já estava cansada, molhada, imunda e completamente sozinha na trilha, pois já passava das 18h. Estávamos no caminho desde as 07h. Eu já estava naquele ponto de achar tudo um saco, de não ver mais graça nas coisas.

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Cheguei a Portomarín e fui ao 1º albergue que estava lotado. Mais uma vez, aquela vontade de sentar e chorar, afinal já era o 3º albergue, na 3ª cidade que estava lotado, mas fui ao outro albergue e consegui vaga para mim e consegui reservar 3 camas para os meninos. Era um albergue particular e eu contei a história de estarmos rodando há horas, sem vaga e que meus amigos estavam exaustos e vindo atrás de mim.

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Acho que a hospitaleira me deixou segurar as camas porque ficou com dó de mim. Minha cara estava péssima. Estava exausta.

Fui esperá-los na entrada da cidade e logo eles chegaram. Era uma ponte bem comprida, em cima de um rio lindo e chegava a uma escadaria bem alta onde eu estava esperando. Quando o Valério me viu, gritou muito alto: Sassá, como é bom te ver. E eu devolvi: Eu também adoro ver vocês, meu amigo.

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Coisas do caminho. Tudo é muito intenso. Os sentidos, as emoções, sentimentos, tudo é potencializado. O limite das nossas forças nos expõe. Ficamos em carne viva.

Estávamos chegando ao albergue e demos de cara com o Marcus, o Filipe, o Stefano e o Pepe, voltando do supermercado. Fiquei tão feliz de reencontrar o Marcus que demos um abraço demorado. Os olhos dele se encheram de lágrimas e descemos a ladeira até o albergue, abraçados.

Colocamos nossas coisas nas camas, tomamos banho e eu e o Valério fomos ao supermercado comprar ingredientes para o nosso tradicional bocadillo. Estávamos chegando ao supermercado e demos de cara com o Paulo chegando na maior tranquilidade, descendo a rua. Lá fui eu correr para o abraço. Fiquei mais uma vez muito feliz.

No fim, o dia que estava bastante complicado, acabou terminando muito bem com todos ao redor das mesas, várias garrafas de vinho e boa conversa.

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