Trilha Inca Machu Picchu

A viagem foi maravilhosa, mas como não fiz um diário vou contar em um post as impressões e sentimentos do que foram os 11 dias de Peru.

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Aquele país é encantador e fiquei muito saudosa dos dias maravilhosos que passei naquele pedaço de terra tão especial. Tornei-me uma apaixonada pelas belezas naturais, que são de tirar o fôlego, pelas pessoas e pela magia da história deles.

Até achava graça nas pessoas que nos abordavam nas ruas o tempo todo querendo tirar fotos com suas crianças fofas e suas lhamas, mas sempre com muita educação e simpatia. Eles não eram insistentes e era só dizer "gracias" que eles não ficavam te chateando.

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Ficamos 7 dias em Cusco, que é uma cidade muito interessante, e quase tudo gira ao redor da Plaza de Armas, com as igrejas e diversos bares e restaurantes em seu entorno. Passamos muitas tardes e noites agradáveis rodando por ali, tomando pisco sour, entrando em lojas, conhecendo os “becos” da cidade, visitando feiras com produtos típicos e todas as peculiaridades que podíamos vivenciar.

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Mergulhamos em locais pouco visitados, como o Mercado Municipal, com suas cores e situações inusitadas como uma bacia com sapos vivos, que são usados no feitio de sopas, esqueletos de fetos de lhama usados em rituais e outras curiosidades. Assistimos à uma espécie de “festa local” em uma praça, com as pessoas e suas roupas típicas, danças e comidas feitas em grandes panelas no meio da praça. Fomos a um espetáculo de danças típicas em um teatro e visitamos uma fazenda de criação de animais e fábrica de roupas de alpaca, vicunha e outros tecidos peruanos.

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Além disso, fizemos diversas incursões pelas ruínas próximas da cidade e nos encantamos com relíquias como Saqsaywaman, Puca Pucara, Templo da Lua, Qenqo, Pisaq, Tambomachay.

Também fomos conhecer as famosas salinas de Maras, próximas de Cusco, que são um espetáculo à parte. Há milhares de anos o sal é obtido pela evaporação da água salgada que emerge de uma corrente de água natural subterrânea. O fluxo é direcionado para um complexo sistema de pequenos canais construídos de modo que a água corre para baixo para as várias centenas de pequenas lagoas em forma de escada, que não ultrapassam trinta centímetros de profundidade.

A água evapora dos lagos aquecidos pelo sol, se torna supersaturada de sal e se acumula no fundo. Então é fechado o fluxo de água e após alguns dias ao sol o sal é raspado e recolhido. Um dos efeitos mais lindos é quando a luz solar reflete nesse emaranhado de piscinas salgadas no terreno inclinado, formando uma paisagem impressionante.

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No mesmo dia visitamos o inebriante sítio arqueológico de Moray e seus círculos perfeitos. Existe uma energia muito forte lá dentro e fizemos uma espécie de agradecimento todos juntos, de mãos dadas, lá embaixo, bem no centro do círculo.

Moray é um centro arqueológico com gigantescas depressões naturais ou buracos na superfície do solo, que foram usados para construir terraços agrícolas. Era uma espécie de estação biológica experimental bastante avançada para a época que ajudou o homem sul americano a conhecer e testar as plantas e diversas variedades de tubérculos e cereais, para otimizar a produtividade.

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Também fomos às ruínas da cidade de Ollantaytambo que é uma das mais importantes depois de Machu Picchu e possui um impressionante sítio arqueológico. Até hoje as pessoas vivem em casas da época Inca e ela foi chamada de fortaleza pelos espanhóis devido ao lugar ter sido usado como refúgio de Manco Inca, que foi um soberano que lutou contra os espanhóis. Lá, visitamos o Templo do Sol e o banho da Princesa.

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Depois de todos esses dias conhecendo as ruínas, os sítios arqueológicos e tantos outros lugares interessantes, partimos para o início da Trilha Inca. Hoje em dia existe um controle maior do número de pessoas que podem entrar na trilha para que a mesma seja preservada e você precisa fazer sua inscrição para poder entrar nela. Não basta chegar lá e começar a caminhar. Você recebe um carimbo no passaporte que te dá autorização para percorrê-la e é uma forma de preservar todo o caminho, as ruínas, a natureza exuberante.

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São 40 km de caminhada feitos em 4 dias na trilha original, dormindo em barracas nos acampamentos. Além de toda a beleza, misticismo e energia da trilha, visitamos várias ruínas ao longo do caminho. Nós partimos do km 82, próximo à cidade de Ollantaytambo e iniciamos a caminhada a uma altitude de 2.700 metros. No primeiro dia andamos grande parte ao lado do rio Urubamba, por volta de 4/5 horas para cumprir os 12 km até o primeiro acampamento em Huayllabamba, a 3.000 m de altitude.

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No segundo dia são 9 km e é o mais forte e puxado e subimos pelo bosque subtropical até chegar a Warmywañuska a 4.215 metros de altitude, que é o ponto mais alto da trilha e de onde podemos apreciar os mais belos picos nevados da região e onde comemoramos com um gole de pisco, trazido pelo guia. Acampamos em Pacaymayo a 3.650 metros de altitude.

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No terceiro dia, que tem 8 km, continuamos a trilha e passamos pelas ruínas de Runcuracay e logo depois nas ruínas de Sayacmarca e Phuyupatamarca para chegarmos em nosso acampamento a 3.580 m. O bacana da trilha é que essas ruínas todas só podem ser vistas por quem se dispõe a trilhá-la. Quem vai diretamente à Machu Picchu, não tem essa oportunidade.

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O quarto e último dia de caminhada, são 11 km e saímos de Phuyupatamarca em direção a Machu Picchu, passando pelas belíssimas ruínas de Intipata e Wiñaywayna para chegar ao Portal do Sol, de onde avistamos pela primeira vez a cidade sagrada dos Incas, Machu Picchu. Essa chegada foi muito especial, já que quando chegamos ao final da trilha, um dos guias nos pega pela mão e pede para fecharmos os olhos. Passamos pelo portal e quando abrimos os olhos, temos a visão estonteante de Machu Picchu lá embaixo, há uns 5 km de distância nos encantando com a luz que brilha de maneira especial sobre ela.

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Fazer a trilha foi um prazer e um sacrifício. É hard, mas valeu cada centímetro trilhado. Todas aquelas imagens ficarão para sempre guardadas em meu coração e em minha memória. As montanhas, os vales, a luz, as orquídeas, o bosque meio misterioso...tudo é muito especial. A gente quase esquece a "ralação" que é subir todos aqueles degraus, alguns em ângulos de 90°. Conseguir vencer todos os desafios diários, fazia daquelas imagens maravilhosas, que se descortinavam a cada passo, presentes dos quais nos sentíamos merecedores.

Só tenho elogios aos maravilhosos porteadores, que carregavam todo aquele peso com sorrisos nos lábios e simpatia extrema. Eles merecem aplausos de pé, como faziam conosco a cada acampamento que chegávamos e retribuímos essa gentileza. Eles arrumavam todo o acampamento e nos deliciavam com comidas maravilhosas e inesperadas, o que foi uma gratíssima surpresa. Sem eles a trilha seria muito mais sofrida e talvez alguns não conseguissem fazer.

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Por fim, chegar a Machu Picchu é de lavar a alma e é a coroação desses 4 dias fantásticos de caminhada e carregados de expectativas. Me emocionei profundamente com a imagem dessa cidade inebriante do alto do Portal do Sol e que já faz parte das minhas imagens inesquecíveis. Foi uma emoção muito, muito grande, vê-la do alto, emoldurada pelo sol e guardada pelas montanhas. Simplesmente perfeita e por tudo isso só tenho elogios e excelentes recordações dessa experiência e de mais um sonho realizado.

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