Cume - 1

Novamente levantamos às 6h50, começamos a arrumar as coisas e fomos tomar o maravilhoso café da manhã feito com todo o carinho pelo Everaldo. Comemos ovos mexidos com linguiça calabresa, queijo e um tipo de pastel venezuelano chamado “domplin”. É somente a massa sem nada dentro e você pode comer com o que quiser. No nosso caso, derramávamos mel sobre ele e ficava simplesmente delicioso.

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Saímos para caminhar às 7h30; andamos muito, fotografamos muito, paramos para comer um melão delicioso e continuamos nossa caminhada que seria longa. Passamos por lugares fantásticos, pedras impressionantes, uma espécie de descampado, jardins de suculentas, umas flores super delicadinhas e coloridas, vegetação típica da montanha e tudo nos encantava.

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As paisagens são sempre impressionantes, as formações rochosas fantásticas e é muito fácil se perder por aqui para quem não conhece. É incrível como os guias sempre sabem os caminhos. Sempre me impressiono com isso.

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Caminhamos até o ponto triplo (Venezuela, Guiana e Brasil) e seguimos para o nosso destino final que seria o fosso.

No caminho passamos pelo Vale dos Cristais e pelo rio de águas congelantes no qual os meninos tomaram banho. Quando chegamos ao fosso, ficamos impressionados com a beleza do lugar.

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É um buraco no chão, com vegetação ao redor, água cristalina lá embaixo, rodeada por formações rochosas maravilhosas. Eu, Everaldo e Álvaro descemos por umas gretas na rocha e escalamos duas delas para chegar ao centro do fosso por dentro da rocha, embaixo dele. A imagem é maravilhosa com a luz do sol passando pelas fendas das rochas e iluminando o chão de areia do fosso. É um lugar fantástico.

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Quando voltamos à superfície, um dos nossos carregadores tinha chegado com o nosso almoço que consistia de macarrão parafuso com molho de carne para o Everaldo, a Tânia e o Álvaro e com frango para mim. É muito bonitinho esse cuidado que eles têm com os turistas. Preocupam-se em saber o que a gente gosta de comer ou não gosta, se é vegetariano ou não. Comemos sentados nas pedras, admirando a paisagem e nos deliciando com essa experiência fascinante.

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Assim que acabamos de almoçar já pegamos o caminho de volta porque começou a esfriar. Hoje andamos a maior parte do tempo sem sol e com friozinho.

Estávamos voltando quando começou a chover...e chover muito. Vestimos nossas capas de chuva e diminuímos o ritmo porque as rochas estavam muito lisas, com limo e diversas poças e lagoas se formaram. As botas ficaram encharcadas e não é tão divertido andar com chuva, mas a paisagem mudou muito, o que foi bastante interessante.

Parecia outra montanha. As várias lagoas que se formaram, os sapinhos pretos que tanto gostávamos de ver, saíram para andar, além das diversas cachoeiras que se formaram ao longo do caminho. Tivemos que tirar as botas e meias molhadas para atravessar uma das lagoas que se formaram e a atravessamos com água pelas canelas. Quando chegamos ao Monte Roraima estava tudo tão seco e agora, inundado.

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Depois de um tempo parou de chover e seguimos, ainda lentamente o nosso caminho. Levei dois tombos nas pedras lisas, mas não me machuquei.

Chegamos exaustos ao nosso "hotel", às 16h50, depois de caminhar 24 km por mais de 8h. Fomos colocar roupas limpas e secas e o Everaldo nos trouxe chá e chocolate quente. Ficamos um bom tempo conversando e depois o Everaldo foi fazer nossa habitual sopinha para o jantar.

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Voltou a chover há um tempo e estamos preocupados de não parar. Se continuar assim, não poderemos fazer nosso caminho amanhã. Espero que a chuva nos dê uma trégua.

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