Rio Tek / Paraitepuy / Santa Elena de Uairén / Boa Vista

Hoje levantamos às 5h30 e iniciamos todo o processo de levantar acampamento. Todos nós dormimos muito mal porque o local no qual foram armadas as barracas era muito desnivelado e com pedras, ou seja, foi praticamente impossível pregar os olhos. Acordamos todos com cara de cansados, mas tínhamos 13 km à nossa frente.

Tomamos café da manhã com atum desfiado e pedaços de linguiça calabresa, domplin, queijo e goiabada.

Saímos para a caminhada às 07h25 e claro que foi muito mais leve que no dia anterior, mas é sempre complicado caminhar com tanto peso nas costas por tanto tempo, embaixo do sol. Fomos caminhando, nos afastando ainda mais do Monte Roraima e nos aproximando da comunidade de Paraitepuy. Paramos para descansar, pegamos água, comemos melão e seguimos nos aproximando do final da nossa jornada.

Chegamos ao nosso destino às 11h e fomos nos despedir dos nossos carregadores. Demos a “propina”, palavra que para nós tem um significado feio, mas para eles nada mais é que o pagamento pelo trabalho ou gorjeta e além do dinheiro, dei minha bota para o que tinha me ajudado a carregar as minhas coisas. Ela já tinha me acompanhado em muitas viagens, mas ainda estava boa e para ele que subiu o Monte Roraima com um tênis velho, com a sola descolando, com certeza foi um bom presente. Tânia e Álvaro também deram camisetas e meias para eles.

Os guardas revistaram as nossas bagagens para ver se havia algo de proibido como plantas e cristais e fomos liberados.

Estávamos tomando um refrigerante no barzinho da comunidade quando o Léo chegou para nos buscar.

Nos cumprimentamos, contamos um pouco da viagem e começamos a carregar o carro. Nisso apareceu um casal de chilenos e nos pediu carona até São Francisco de Yuruani, onde iríamos almoçar.

O casal foi nos contando parte da epopeia desde quando saíram do Chile dispostos a fazer toda a costa brasileira a pé. Contaram histórias de pessoas que os ajudaram, abrigaram e que continuariam a rodar por parte da América do Sul até março/2013 quando retornariam ao Chile.

Terminamos de almoçar, rodamos um pouco pela comunidade, numa feira de artesanato e depois seguimos para Santa Elena de Uairén. Chegando lá, encontramos o outro guia chamado Francisco e a esposa e eles pegaram carona com a gente para Boa Vista.

Seguimos o caminho de volta mais quietos, um pouco cansados, mas acredito que também rememorando os maravilhosos dias que tínhamos vivido. Fui escutando música e lembrando, pensando e já sentindo saudades.

Deixamos o Francisco, esposa e o Léo na casa deles e seguimos para os respectivos hotéis. Nos despedimos do Everaldo, demos algumas lembranças para ele e seguimos. Infelizmente, as férias acabaram!!

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