Pengboche / Namche Bazar

Dormi pessimamente mal, pois fiquei novamente toda entupida. Levantei umas três vezes para assoar o nariz e parecia que o cérebro estava saindo por ele. Saía tanto sangue que me incomodava. Fiquei nessa luta umas 2h, quando tomei uma aspirina dada pelo Joel e aí consegui dormir um pouco melhor.

Levantamos às 8h, arrumamos as coisas, tomamos café, dividimos nosso café com alguns cachorros do vilarejo, tomamos bastante chá, acertamos as contas e saímos por volta das 10h.

Nosso destino hoje seria Namche Bazar e viemos caminhando lentamente. Descemos toda aquela trilha sinuosa e cheia de pedras e depois começamos a subir toda aquela pirambeira. O caminho é puxado e não tão próximo como os Carlos gostam de dizer. Para eles tudo é simples, tudo é próximo, mas eles são diferentes de nós, reles mortais. Para mim, nada que dure mais de 3h, é assim tão próximo.

Engraçado que na ida eu fui uma das primeiras a chegar nesse dia e vejo que a motivação para ver tudo pela primeira vez, de estar naquele lugar mágico, me fazia ir mais rápido, sem pensar. Agora, quando cada passo me deixava mais longe dessa realidade, tudo me parecia muito penoso.

Quase não paramos para descansar. Apenas viemos lentamente e chegamos à Namche às 15h.

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Ficamos no mesmo lodge da outra vez e fomos para o quarto, que era melhor que o da primeira vez, bastante espaçoso, com um banheiro grande dentro do quarto e com chuveiro, luxo dos luxos.

Desmontamos as marinheiras, ficamos descansando e conversando, até vencermos a preguiça para tomar banho. Tainah foi na frente e depois eu. Tomamos um longo banho, já que fazia 2 dias que não fazíamos isso, lavamos a cabeça, me depilei e parecíamos outras pessoas após todo esse processo.

Levamos algumas roupas para lavar, fui carregar o Ipod, o que não podia ser feito dentro dos quartos, pois as tomadas eram fechadas, nos obrigando a carregar os equipamentos no refeitório e pagar por isso.

Ficamos um tempão no refeitório, observando as outras expedições, assistindo à uma novela que acreditamos ser indiana, divertidíssima, embora não entendêssemos nada do idioma, nos divertimos com a tosquice da gravação, do exagero nas maquiagens e roupas e nas interpretações hilárias.

Não tivemos coragem de ir rodar pela cidade, pois estava muito frio e fomos ficando no refeitório. Deixamos o passeio e as comprinhas para amanhã.

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