Horombo Hut (3.720 m) / Zebra Rocks (4.020 m)

Hoje levantamos por volta das 7h, arrumamos as mochilas e fomos tomar café da manhã. Como hoje só seria uma aclimatação e voltaríamos para o acampamento, o Carlos me pediu para levar minha mochila de ataque (5 kg), porque ele não ia levar a dele, que na verdade carrega todo o equipamento, roupas e pesa em torno de uns 25 kg. Concordei, colocamos as coisas dele na minha mochila e ele a levaria para mim.

Tomamos café, alongamos, tomamos os energéticos, mas acabamos nos atrasando para a saída, entre uma ida e outra ao banheiro e arrumações de última hora.

Antes de partirmos, o Be Host fez uma roda com todos os integrantes da nossa expedição (guias, cozinheiros e carregadores) e nos apresentou um por um, dizendo seus nomes e o que cada um fazia. Depois foi a nossa vez de nos apresentarmos. Como eles eram umas 30 pessoas e nem todos tinham contato direto conosco, muitos nem sabiam nossos nomes. Quem sempre estava conosco, eram os guias, em torno de 7.

Partimos às 09h30 e pegamos uma trilha em aclive para aclimatar.

A vegetação era a mesma de ontem, com plantas baixas, muitas pedras, a árvore endêmica (Senecio Kilimanjari), algumas flores e fomos seguindo em bom ritmo, ladeira acima.

Paramos em Zebra Rocks, que seria nosso ponto final, mas como todos estavam muito bem, o Carlos resolveu que deveríamos seguir mais adiante. Fizemos algumas paradas, comemos nossas barras de proteína, chocolates e fomos seguindo.

Os guias africanos se dividiram e meio que acompanhavam as pessoas. Quem me acompanhou foi o Mohammed, que não me deixou nem carregar minha água. Fez questão de levar e me passava todas as vezes em que eu precisava. Eles são tão atenciosos, que em dois momentos em que escorreguei nas pedras, ele me segurou pelo braço, impedindo que eu caísse. Muito legal esse cuidado todo que eles têm conosco. Dá uma sensação de proteção e acolhimento muito boa.

Hoje o clima foi como ontem, sem muito sol e um pouquinho mais frio no alto, mas o dia foi bastante agradável.

Acabamos chegando até 4.350m. e tivemos uma vista linda para Kibo, vendo a estrada que seguiríamos no dia seguinte, montanha acima. A montanha é linda, a paisagem belíssima e ficamos um tempo descansando, tirando fotos, conversando, comendo e decidimos descer e voltar para o acampamento.

Evidentemente a descida foi muito mais rápida, vim ouvindo música, o que sempre me dá muita energia e foi bem tranquilo, sempre com o Mudy (apelido do Mohammed) ao meu lado.

Todos estavam muito bem, fortes e ninguém sofreu muito com a altitude e ar rarefeito. Acho que teremos um bom grupo chegando ao cume amanhã à noite.

Tão logo chegamos, fomos almoçar, tomar chá e ficamos um bom tempo no refeitório. Tenho que dizer, que mais uma vez, a Arlete “desobedeceu” o Carlos e o Joel, que já desistiram de tentar demovê-la da ideia de tomar banho nesse frio intenso com água gelada e foi lavar a cabeça. Não entrou de corpo inteiro, mas lavou a cabeça, gemendo o tempo todo e até os meninos que estavam no banheiro ao lado escutaram.

Após o almoço, o Be Host e mais alguns integrantes do grupo começaram a explicar sobre o Kilimanjaro, contando detalhes sobre criação da Tanzânia e as diferentes tribos e etnias de origem de cada um. Voltamos para os quartos, ficamos conversando, esperando dar o horário do jantar.

Jantamos, conversamos mais um tanto e resolvemos ir dormir, pois amanhã iríamos até nosso último ponto antes do ataque ao cume e seria um dia bastante intenso e puxado fisicamente. Batemos papo mais um pouco no quarto e nos deitamos por volta das 22h.

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