Arusha / Zanzibar

Levantei cedo novamente, tomei café, terminei de arrumar as coisas e peguei o táxi para o aeroporto.

O caminho é bem longo e leva por volta de 1h. Saí do hotel às 07h30 para não ter problema e cheguei ao aeroporto bastante tempo antes do voo que saía às 10h30. Cheguei, fiz o check in e fui tentar tirar dinheiro num caixa ATM. Algo aconteceu, mas não funcionava de jeito nenhum.

Um senhor, que era segurança do aeroporto, percebeu e tentou me ajudar. Algumas pessoas poderiam dizer para tomar cuidado, pois poderia ser enganada, mas todos sempre foram muito solícitos e educados comigo, como o taxista que não tinha troco, disse que iria trocar o dinheiro e voltava para me devolver. Claro que julguei o dinheiro perdido, mas para minha surpresa, ele voltou e me deu o troco. Calou minha boca e deu um tapa no meu preconceito.

Enfim, o senhor tentou me ajudar, mas realmente o caixa não estava funcionando. Fiquei preocupada, pois estava ficando sem dinheiro e ainda teria muitos táxis para pegar. As coisas como alimentação, lembranças, etc., não são caras na África, mas confesso que não imaginei que gastaria tanto com transporte. Cada ida ao aeroporto e do aeroporto aos hotéis, custava em média U$ 50,00 e tudo era muito distante.

Como não havia o que fazer, fui para a sala de embarque e aguardei meu voo. Fiquei lendo e a hora passou bem rápido. Entrei no avião e acabei sentando ao lado de um americano de Connecticut, chamado Matt e que também havia subido o Kilimanjaro.

Ficamos conversando boa parte do voo, que saiu adiantado e falando sobre montanhas, sobre o desafio que foi subir o Kili, sobre a África e o tempo passou muito rapidamente. Chegamos depois de uma hora a Zanzibar e descemos para um aeroporto bastante precário e feio. Tentei tirar dinheiro e uma moça me avisou que a máquina estava quebrada. Já estava quase arrancando os cabelos.

Saí da área de desembarque e encontrei o Popo com um papel com o meu nome. Fiquei muito feliz, pois não tinha certeza se iria rolar mesmo.

Pegamos a van e seguimos. Não havíamos andado nem 1km e a van começou a ratear e parou. Pensei na “sorte” que seria ter o transporte quebrado. Ele me pediu um momento, disse que ia ao posto de gasolina do outro lado da avenida e que não tinha problema ficar dentro do carro aguardando.

Levou uns 5 minutos e nesse tempo um senhor chamado Paul parou ao lado do carro e ficou puxando papo. Não estava muito a fim, mas eles são sempre tão simpáticos, que não há como não conversar.

Popo retornou com um cara que colocou combustível numa bomba ao lado da porta e a van ligou normalmente. Seguimos viagem e pedi para ele parar em um supermercado e num caixa para tirar dinheiro. Paramos em 2 caixas e nada funcionava. O jeito era torcer para o hotel aceitar cartão de crédito. Comprei chocolate e umas bobagens para comer no hotel e seguimos viagem.

O hotel Langi Langi Beach Bungalows fica no norte, no final da ilha, bem na ponta mesmo. Demoramos em torno de 1h até lá e cheguei por volta das 14h. Paguei o Popo pelo dia de hoje e já deixei pago pela segunda-feira quando vou pegar meu voo de volta. Mais uma vez confiei em um local, mas não tinha muita escolha, pois ele não tinha troco e eu também não tinha uma nota menor. Se ele não aparecer, vou ter que pedir carona na estrada, pois meu dinheiro já está todo comprometido.

Fiz meu check in, fui para o quarto, que é simples, mas muito limpinho e singelo. No começo achei o hotel meio acanhado, diferente das fotos da internet. Aos poucos já fui achando-o acolhedor, simpático e agradável. Desfiz as malas, arrumei as coisas e dei um cochilo. Descansei 1h e fui fazer o reconhecimento do restante do hotel.

Passei pela piscina, segui em frente pela recepção e fui ao restaurante. Mesmo que o hotel fosse feio e não o que eu esperava, o que não aconteceu, a vista do deck compensaria qualquer decepção. Ela é de tirar o fôlego de qualquer um. A maré estava cheia e a água que chegava até a escada que descia do restaurante era de um verde esmeralda completamente transparente que não havia como não se encantar. O cenário parecia saído de algum filme da sessão da tarde, com barquinhos atracados no mar, ao leve sabor do vento, numa praia sem ondas, com águas transparentes e o horizonte abraçando esse cenário de sonhos.

Fiquei embasbacada e voltei rapidamente ao quarto para me trocar, colocar o biquíni e me jogar nessas águas convidativas. Me troquei, voltei ao deck, peguei uma espreguiçadeira, deixei minhas coisas e fui para a água. A temperatura estava perfeita, entre morna e fria e fiquei boiando, nadando e curtindo essa tranquilidade por um bom tempo.

Saí da água e fiquei olhando o dia se despedir e o sol se pôr, deitada na espreguiçadeira, completamente deliciada com a paisagem.

Fui para o quarto, tomei banho, me arrumei e fui jantar. Nesse lugar encantador e paradisíaco, me deu muita vontade de ter uma companhia agradável para dividir um vinho, uma boa conversa e ver a noite. Sentei ao ar livre, no deck, de frente para o mar e pedi um peixe com legumes e arroz. Quando a comida chegou, o prato era comprido, com 3 cumbucas grudadas, num formato inusitado que eu nunca tinha visto.

O peixe era cozido com diversas coisas que eu não sabia o que eram, mas que tinham um sabor maravilhoso. O prato era divino, extremamente saboroso, com legumes e arroz com uma espécie de açafrão. Jantei olhando esse mar lindo, à luz de velas, curtindo as luzes dos outros hotéis e restaurantes à beira mar.

Voltei para o quarto e agora estou na minha varanda, olhando para um jardim à minha frente e demais bangalôs ao redor, mas que foram feitos de uma maneira inteligente onde um não interfere na vista do outro e nem tampouco ficam se “olhando”. Existe privacidade, embora os quartos sejam um ao lado do outro.

Vou ler um pouco e dormir.

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