Casa de Piedra (3.200 m.) / Plaza Argentina (4.200 m.)

Oximetria: 83

Batimentos: 107

Pressão Arterial: 11/7,5

17,55 km

26.000 passos

5h45 de caminhada

7h total de trilha

3.500 kcal queimadas

Levantamos às 5h30, pois os porteadores teriam que subir com todas as bagagens para descer até a entrada do parque, então precisávamos liberar tudo cedo. Arrumamos tudo, tomamos café, pegamos água e começamos a sair do acampamento por volta das 08h.

Logo no início tivemos que atravessar um riozinho raso e estreito, mas que tinha uma temperatura congelante. Atravessamos de papete ou tênis, pois não podíamos molhar as botas com as quais andaríamos o dia todo. Tive a nítida sensação de que os meus dedos tinham congelado. Sentamos na outra borda e ficamos secando os pés e friccionando os dedos para voltar à temperatura normal. Eles não voltaram, mas colocamos as botas e meias mesmo assim. Ilan e Beth atravessaram no lombo de mulas e pagaram U$ 15,00.

Secamos tudo, nos arrumamos e começamos a caminhar por volta das 08h30. Caminhei o dia todo de fleece (blusa de frio fina, porém quente) e o sol ficou escondido boa porte do dia, que foi nublado e com rajadas de vento muito fortes.

A paisagem era estonteante, com o rio correndo tranquilo à nossa esquerda, o vale dourado pelas gramas secas e as montanhas emoldurando todo o cenário. As montanhas são enormes, de pedra esculpida pelos ventos e chuvas, formando imagens belíssimas e transmitindo uma paz muito grande.

A trilha tem uma subida íngreme logo no início, o que nos faz caminhar lentamente e respirando fundo para não ficarmos ofegantes. Cruzamos com as mulas diversas vezes pelo caminho e tínhamos que subir nos barrancos para que elas passassem com suas pesadas cargas.

Boa parte da trilha foi feita na beira do penhasco e tínhamos que tomar cuidado para não escorregar. Parávamos a cada uma hora para comer e hidratar, já que tínhamos que beber em torno de 4 a 5 litros de líquido e perdíamos muitas calorias.

Chegamos à Plaza Argentina, campo base, por volta das 15h30 com um vento muito forte. O campo base é como uma pequena vila, lotada de barracas espalhadas pelo areal e os domos (barracas refeitórios) que são grandes e acomodam bem todos ao redor das mesas.

Chegamos, montamos as barracas, fomos lanchar e ficarmos conversando no refeitório até a hora do jantar ser servido. Tivemos uma sopa de milho de entrada e depois diversos sabores de pizza. Nossos ajudantes de cozinha, Pia e Pablo, são super simpáticos e nos atendem muito bem a todo o momento.

Depois do jantar ficamos conversando e aos poucos as pessoas foram para as barracas. Hoje foi um dia muito puxado, longo, com um desnível de 1.000 m, onde andamos muito, mas todos chegaram bem. Aqui termina o trekking da Beth, que deve descer quando começarmos a subir para os campos altos, rumo ao cume.

Fomos dormir por volta das 23h.

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