Plaza Argentina (4.200 m.) - 1

Oximetria: 91

Batimentos: 99

Pressão Arterial: 13,5/8,5

Hoje foi um dia de descanso. Levantamos por volta das 8h, arrumamos a barraca e fomos para o café. A noite foi de muito vento e a barraca balançava o tempo todo. Essa noite foi mais fria e foi a primeira vez que dormi de roupa no saco de dormir.

Tomamos café, conversamos um tempo e depois eu e a Thaís fomos tomar banho. A barraca do banho é maior e mais alta do que as outras, tem uma entrada onde eles guardam materiais e depois uma lona que separa a área de banho, que tem um galão com 13 litros de água com piso de pedras e uma torneirinha para regular o fluxo (5 ou 10 gotas). Quando vivemos essas situações muito diferentes das habituais, passamos a valorizar cada vez mais coisas que podem parecer banais no dia a dia como um bom banho, uma cama gostosa, um travesseiro fofo.

Pode não ser o mais confortável, o fluxo é pouco, mas é muito bom, depois de 3 dias sem banho, poder sentir uma água escorrendo pelo corpo e lavar a cabeça. E um banho na montanha depois de muita poeira, suor e cansaço, é revigorante. A gente se sente uma nova pessoa.

Outras particularidades são os banheiros. Em geral são numa caixa metálica alta, com um buraco no meio e um latão enfiado na terra. A visão não é das melhores e nem das mais bonitas e no início é meio constrangedor ter pessoas do lado de fora esperando, já que entre a cabine e o latão no chão, existe um vão que nos permite enxergar o que está saindo de dentro do banheiro. Em outros acampamentos, existe uma barraca banheiro, com jornal, papel higiênico, às vezes algumas pedras para se apoiar e o processo de falta de privacidade é o mesmo: pessoas do lado de fora, esperando para usar o banheiro. Não é legal, mas a gente se acostuma.

Depois do banho voltamos ao refeitório e logo depois saiu o almoço, que foi uma sopa de abóbora e lasanha com molho à bolonhesa. Após o almoço fomos tentar arrumar nossa barraca que havia quebrado uma vareta por causa do vento que foi cruel toda a manhã. Outras 3 barracas do acampamento, mas não da nossa expedição, quebraram também.

Por volta das 16h fizemos o treino com bota dupla, crampon e luva mitten que usaremos a partir de amanhã. A bota montada pesa em torno de 3 kg cada uma, o que dificulta sobremaneira andar em terrenos acidentados, gelo e altitude, carregando mais esse peso, mas ajuda a não torcer o pé e dar mais estabilidade nesses terrenos.

Depois disso os meninos ficaram jogando pôquer e ficamos conversando no refeitório. Mais tarde fomos ao consultório médico e medimos oxigenação, batimentos cardíacos e auscultamos o pulmão. Existe esse controle feito por médicos no campo base, para atestar quem está em condições de subir para os campos altos.

Voltamos e fomos jantar, depois de os meninos arrumarem a nossa barraca, que com os ventos que continuaram fortes durante todo o dia, teve mais uma barra quebrada. Ela estava toda torta.

Tomamos sopa de legumes, comemos chop suey e ficamos conversando e rindo um tempão no refeitório com as histórias hilárias que cada um contava. Fomos dormir por volta das 22h30.

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