Plaza Argentina (4.200 m.) / Campo 1 (4.950 m.) - 2

Oximetria: 84

Batimentos: 84

Pressão Arterial: 14/9

5,5 km

4h30 de caminhada

4.000 kcal queimadas

Levantamos às 07h30 e terminamos de embalar tudo o que subiria com os porteadores e o que seguiria conosco. Algumas pessoas da expedição optaram por não ter carregadores e levarem tudo nas costas. Eu admiro muito, mas não tenho essa capacidade. Me cansaria ao extremo, além de forçar meus joelhos, que não podem ser sobrecarregados por causa da condromalácia. Teve gente que carregou 23 kg, 18 kg. Minha mochila tinha 9 kg.

Tomamos café, terminamos de arrumar tudo e começamos a caminhar às 10h50. Começamos bem devagar, no passo de montanha e começamos a longa subida de 750 m. de desnível. Toda a caminhada é feita em subida e o fôlego vai faltando a cada passo. Embora dura, a subida foi mais fácil do que a 2 dias quando subimos para fazer a aclimatação.

A paisagem é linda, com as montanhas rochosas à nossa frente e ao nosso redor, o rio de degelo descendo por esculturas formadas pelo gelo congelado e muita areia e pedra descendo pelas encostas. Olhar os picos nevados lá longe, instiga e impõe respeito ao mesmo tempo. É para lá que estamos indo, são eles que nos movem e é por eles que caminhamos tanto...

Fizemos paradas a cada 1h para hidratar e comer e fomos seguindo montanha acima. Confesso que me forço muitas vezes a comer barras de cereais ou de proteínas, porque não tenho fome enquanto me exercito, mas sei que isso é muito importante para me dar força e facilitar a subida. Sempre tomo um gel antes de começar a caminhar e por mim não comeria muito mais do que isso, mas encaro essas paradas de alimentação como um exercício necessário.

Chegamos às 15h45 cansados, mas bem fisicamente e muito felizes. Chegar a cada acampamento e confraternizar dando abraços, recebendo palavras carinhosas ou dando as mãos, é muito bom e nos dá mais ânimo para seguir em frente nos outros dias. É muito bom esse carinho que os participantes da expedição têm um com o outro. É uma forma de incentivo e de reconhecimento por tudo o que já fizemos.

Fomos pegar as barracas que já haviam sido montadas pelos porteadores, para nossa sorte, porque confesso que acho muito chato esse processo de montá-la, até porque não tenho habilidade e nem vontade de fazê-lo. Ter esse mimo quando chegamos, não tem preço.

Tivemos uma linda recepção com queijos, salame, azeitonas e batatas Pringle’s, preparada pelo Du, que havia saído um pouco antes para deixar tudo pronto na nossa chegada. Mais uma vez, esse tipo de carinho alimenta o corpo e a alma e é um privilégio ter acesso a tudo isso a quase 5.000 m.

Ficamos um tempo lá fora comendo sentados nas pedras, já que a partir desse acampamento não teremos mais barracas ou domos refeitório e as refeições serão feitas do lado de fora ou dentro das barracas, dependendo do clima.

Depois fui deitar para descansar um pouco e logo a Thaís chegou e ficamos conversando um bom tempo. Chamamos o Felber e o Marcos para virem conversar na nossa barraca e ficamos juntos até a hora do jantar. Como não existe mais o espaço comum da barraca refeitório e é muito chato cada um ficar na sua barraca, vamos nos enfiando cada hora na barraca de uma dupla para conversar e passar o tempo, o que se torna muito divertido.

Jantamos os 4 em nossa barraca e depois fui conversar com os guias. Acabei entrando na barraca deles e aos poucos foram chegando a Flor, nossa nova guia argentina, o Bernardo, nosso guia desde o começo, a Thaís e quando nos demos conta, éramos 7 dentro da barraca, conversando e rindo.

Agora são 22h e vamos dormir bem agasalhadas, pois na noite anterior fez -2 dentro da barraca e os meninos estão calculando -5 para hoje.

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