Campo 1 (4.950 m.) / Campo 2 (3 de Guanácos – 5.490 m.)

Oximetria: 79

Batimentos: 88

Pressão Arterial: 14/9

5,5 km

5h de caminhada

4.000 kcal queimadas

A noite realmente foi muito fria e fez -4 dentro da barraca. Levantamos cedo e começamos a nos arrumar para subir para o Campo 2, chamado 3 de Guanácos. Tomamos um café da manhã maravilhoso com tapiocas feitas pelo Du. Tinha tapioca doce, salgada, as duas juntas. Um presente para começarmos bem o dia que prometia ser puxado.

Novamente a trilha toda é uma subida muito íngreme, como será até o final e subíamos muito devagar por causa da altitude e do ar rarefeito.

“Nosso organismo quando submetido ao ar rarefeito em alta montanha, reage e aumenta a produção de glóbulos vermelhos no sangue, buscando desta forma aumentar a capacidade de captação e transporte de oxigênio. Consequentemente o sangue fica mais espesso. Para ajudar neste processo o coração bombeia mais rápido, entretanto as extremidades corporais (mãos, pés, nariz, orelhas), recebem menos sangue em função do frio extremo que acarreta a vasoconstrição e o sangue mais grosso”.

“Esta reação do organismo consome grandes quantidades de água e energia que associado aos fatores acima , pode resultar em congelamento das extremidades. Congelamentos podem ocorrer em qualquer altitude, dependendo apenas da temperatura e tempo de exposição, entretanto em alta montanha em função do ar rarefeito, gasto calórico, hidratação e aclimatação o risco de congelamento aumenta” (informação retirada do site “Conquistando Montanhas”).

O tempo estava bastante frio e saímos com os fleeces e anoraks (casaco corta vento). Íamos parando, fazendo hidratação e comendo para ajudar na aclimatação.

O tempo foi fechando e esfriando ainda mais. No final da trilha estávamos andando com neve que havia começado a cair aos poucos e chegamos ao Campo 2 por volta das 16h com o tempo totalmente fechado e muito frio.

Os porteadores já haviam montado as barracas, o que nos poupou muita energia. Deixamos as coisas nas barracas e fomos tomar um lanche, mas começou a esfriar muito e cada um foi indo aos poucos para as suas barracas, mas eu e a Thaís ficamos na barraca dos guias e em determinado momento éramos 10 na barraca cozinha em que os guias dormiam. Eu, Thaís, Bernardo, Marcos, Carlos, Lucas, Eduardo, Flor, Charlie e outro guia argentino, que eram guias de outras expedições, mas muito amigos dos nossos guias e se juntaram a nós porque a expedição deles era muito quieta.

Ficamos rindo e conversando um tempão e lá fora ventava e nevava muito. O acampamento ficou coberto de neve e fazia muito frio.

Crédito - Foto Grade6

Crédito - Foto Grade6

Crédito - Foto Grade6

Quando os meninos precisaram da barraca para fazer nosso jantar, fomos para a nossa barraca e o Marcos nos acompanhou. Logo depois o Felber se juntou a nós e ficamos jogando baralho até o jantar ficar pronto. O Du preparou penne ao sugo e estava muito bom.

Os meninos jantaram na nossa barraca e continuamos jogando baralho até os guias virem medir a oximetria, pressão arterial, etc. Marcos e Felber ficaram até às 22h e foram embora.

Hoje o dia foi duro e longo, mas tenho me sentido bastante forte. A noite promete ser muito fria.

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