Paixões

Tenho um blog sobre viagens, que na verdade acabou se transformando mais em uma espécie de diário das minhas vivências na montanha e nas trilhas, mas como, infelizmente, não viajo tanto quanto eu gostaria, resolvi que ia escrever textos que me dessem vontade para rechear esse tempo entre uma aventura e outra.

E hoje resolvi escrever sobre alguns aprendizados que as minhas viagens têm me dado. As montanhas ou outras viagens com algumas características mais inóspitas, te ensinam e muito a lidar com adversidades, com quebra de paradigmas, com superação de desafios e com coisas que fogem totalmente ao planejado e ao que estamos acostumados. Um grande aprendizado que tenho tido é sobre a paixão nessas viagens e aqui não estou falando da paixão pelos lugares, pelas experiências ou pelas paisagens, mas a paixão pelas pessoas ou até mais ainda, por “uma” pessoa que faça parte daquela viagem.

Porque esconder coisas que podem acontecer? Nunca havia falado sobre isso, mas isso também faz parte das minhas experiências e resolvi que falando a gente consegue curar algumas dores e entender e aceitar melhor algumas situações. Talvez eu já tenha dito em algum momento, que sou uma pessoa apaixonada e mais ainda, como disse uma amiga, sou apaixonável, ou seja, tenho a capacidade de me apaixonar facilmente, o que nem sempre é bom ou saudável, mas definitivamente, é uma característica minha. Sempre tive a sorte de conhecer pessoas interessantíssimas em minhas viagens sozinha, pessoas de diversos lugares, de várias línguas, de estilos diferentes, de gostos parecidos, de vidas interessantes e claro que não consigo resistir a uma conversa inteligente, um brilho nos olhos, um desejo de comunhão e quando me dou conta, gosto muito dessa pessoa. E gostar de uma pessoa numa viagem, não quer dizer exatamente que algo a mais vai rolar. Na maioria das vezes é só uma identificação profunda que nos faz desenvolver um carinho imenso e que vai ficar só nisso. E isso já é muito bom. Mas quando a paixão extrapola o racional e transborda pelos poros, é algo que não conseguimos controlar. E por que haveríamos de controlar algo tão bom? E claro que uma paixão em um lugar diferente de onde vivemos, numa realidade totalmente única, longe de todos e tudo o que nos é familiar, tende a ser algo muito explosivo e intenso e temos a tendência de querer perpetuar esse sentimento. Aqui digo que o aprendizado tem sido no sentido de viver aquilo que as viagens nos dão, sem querer carregar para a nossa rotina o que nasceu e vai ficar ali. Talvez fosse bom levar isso conosco? Não tenho dúvida que seria, mas a expectativa pode embotar a mágica do momento. Então, viver essa realidade com a intensidade das coisas que têm prazo de validade, só faz tudo ser ainda mais forte, mais verdadeiro e inesquecível. Obrigada a todos pelos quais me “apaixonei” pelos caminhos que tenho trilhado. Obrigada pelas conversas, pelos dias, pelas taças de vinho, pelas risadas, pelos choros, pelas entregas de alma e por fazerem parte de sentimentos tão ricos e histórias tão bonitas.

Veneza, um dos lugares que considero mais apaixonantes

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