De quando se gosta além da conta...

Sou tão doente por viagens, que mesmo aquelas dentro do Brasil, a trabalho, quando mal conseguimos enxergar a rua, pois ficamos de hotel para sala de treinamento, eu gosto. Dessa vez, o avião me trouxe para Recife.

E vou dizer por que gosto. Gosto pelo simples motivo de estar em movimento, de estar saindo da rotina, de estar sentindo outros ares, vendo outros rostos, ouvindo outros sotaques, vendo uma rua diferente da minha.

Tudo para mim já é interessante e sempre, sem exceção, encontro pessoas que valem a pena. Ainda que sejam encontros fugazes, de apenas algumas horas, onde trocamos poucas informações e ficamos no âmbito profissional, eu gosto de conversar e conhecer outros “mundos” que cada pessoa carrega, mas gosto mesmo de ouvir a pessoa e não o profissional, afinal, normalmente, os lados B costumam ser infinitamente mais interessantes.

Também tenho encontrado ouvidos interessados nas histórias que eu tenho para contar e compartilhar e talvez tenha vindo daí a minha vontade de dividir mais o que eu vivi e que pode incentivar alguém ou alguéns a sair da zona de conforto e se “jogar” no mundo, a buscar seu objetivo, seja ele pessoal ou profissional.

Gosto de sair na rua como uma igual, mesmo quando alguém diz: Cuidado, aqui é perigoso e todo mundo vai perceber que você não é daqui.

Gosto de ver as diferenças entre a forma de se vestir, curto ouvir as gírias locais, a energia da cidade, a postura das pessoas. Têm aquelas que são “marrentas”, as que são acolhedoras, as que fazem de tudo para que você goste do seu canto, as indiferentes, as solícitas...uma diversidade tão grande, que não conseguiria resumir em um texto só.

É interessante perceber como o clima e a energia da cidade ditam o comportamento e definem o perfil de como seu povo age. E basta eu ficar alguns dias por ali, que quando vejo já estou quase com o mesmo sotaque, usando as mesmas palavras para me expressar.

E talvez essa percepção do diferente ajude a não nos tornarmos pessoas bairristas, a pelo menos, tentar respeitar as diferenças culturais, de atitudes, de forma de agir. Confesso que nem sempre é fácil, mas o interesse pelo diferente já é um pequeno passo nesse sentido.

Enfim, mesmo da janela do meu hotel, a paisagem que se avizinha é outra e só a possibilidade de que outros ventos entrem por ela, já me enche de alegria e de vontade de viver.

Praia de Boa Viagem - Recife

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