Aprendizados

Ok. Viajar sozinha é o máximo quando a gente aprende a lidar com o medo e com inseguranças bobas. Se apaixonar por alguém é enriquecedor e estimulante quando acontece durante as viagens...mas e quando as coisas não saem como planejamos, quando ficamos doentes em plena viagem, quando encontramos pessoas não tão acolhedoras, quando o dinheiro acaba e nos vemos sem nosso caixa eletrônico do outro lado do mundo e tantas outras experiências não tão positivas?

Sim, porque isso pode acontecer a qualquer momento e o bom é que no final de tudo ficam os aprendizados daquilo que não escolhemos e “estragar” uma viagem por causa dessas situações é no mínimo prova de imaturidade.

Já que estamos ali, vamos entender o que o universo está nos mostrando e aprender como evitar passar por isso em outros momentos. Já que tudo se transforma em aprendizado...let it be.

Claro que falar sobre isso sentada no conforto da minha casa, depois que tudo já foi superado, parece fácil, mas já vivi essas e outras situações que nos tiram o chão momentaneamente, nos impactam e que podem mandar todo o planejamento e os sonhos por água abaixo.

Mais uma vez, não estou aqui para dar dicas de como agir em determinada situação, mas muito mais para mostrar que temos que estar preparados para lidar com situações que fogem ao nosso controle e que podem complicar e muito uma viagem, ainda mais quando estamos sozinhos ou em algum lugar de difícil acesso.

Poderia fazer uma listinha de itens, dizendo o passo a passo que segui em cada uma das situações, mas além do foco não ser esse, acredito que cada um tem sua própria maneira de lidar com os imprevistos.

O que eu acho é que temos que nos preparar sim, mas nunca deixar que essas possibilidades tirem o brilho de uma viagem ou nos impeçam de nos lançar mundo afora com uma mochila, um mapa, muitos desejos, sonhos e uma vontade imensa de desbravar e vivenciar outros espaços e realidades.

Também não estou dizendo que seja fácil ou que sempre conseguimos aprender e nos divertir com os perrengues. Muitas vezes, no momento em que acontecem, ficamos perdidos, muito bravos e chegamos até a nos arrepender de termos nos “metido nessa furada” e nos questionamos muito. Pelo menos, isso costuma acontecer comigo, afinal sou uma pessoa normal e ainda estou distante de ser uma iluminada, que rapidamente tira uma lição de tudo o que vive.

O que eu tenho como regra, é respirar, tentar não agir no impulso e dar o tempo necessário para que as coisas sejam assimiladas e aí sim, costumo enxergar o outro lado da história e até consigo tirar os ensinamentos necessários.

Enfim, temos que estar preparados para fazermos todo o planejamento, nos munirmos de coragem e vontade, mas também temos que ter em mente que a vida não segue um roteiro de filme da Disney e eventualmente, algo pode sair errado e nos obrigar a rever planos, prazos e orçamento.

Mas como dizia o poeta: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

A caminho de Maras (Peru)

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