Música do coração

Ando pelo mundo tentando encontrar, tentando afastar os medos que me povoam, tentando ser mais forte do que deveria, tentando encontrar o dom da minha vida, tentando lidar com tanta ansiedade, remendando o coração, consolando a solidão e vagando pelos labirintos das minhas incertezas.

Dizem que a vida é simples e que não devemos pensar tanto, afinal é “no balanço da carroça que as abóboras se ajeitam”.

Eu já quis tanta coisa, quis ser atriz, quis ser veterinária, quis ser reconhecida, quis ser mais “mocinha”, menos questionadora, mais paciente. Hoje só quero ser feliz, feliz com minhas escolhas, com meus receios, com meu jeito direto, com minhas infinitas dúvidas e tantas certezas, com a vida que escolhi para passar as próximas décadas, sabendo ouvir mais o que brota do meu coração.

Quero ter tempo para estar mais próxima de quem me faz bem, afastar aqueles que nada acrescentam na vida, encontrar braços dispostos a me acolher, olhar sorrisos que encantam, encontrar olhares que entendem o que nos aflige, ouvir o sussurrar dos corações repletos e o silêncio eloquente de quando almas afins se encontram.

Quero alegria, quero paz, quero dançar a música do coração, quero sentir o sol em minha pele, a esperança que brota simples e descompromissada numa tarde preguiçosa e a leveza dos sentimentos puros e verdadeiros.

Não quero deixar que coisas boas escorram pelos dedos, que o medo impeça de continuar ou que a dúvida limite a paixão e embote o desejo. Tudo o que é demais assusta, mas a beleza se esconde nas ondas ritmadas e cíclicas das emoções intensas.

Que a esperança inunde os espaços vazios e preencha os dias com sonhos, buscas, crenças e que a vida vivida seja sempre mais rica e plena do que a vida imaginada.

Fernando de Noronha - PE

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