Terskol (2.150 m.) / Pryut 11 (4.200 m)

Dormir cedo ontem não foi exatamente a melhor coisa a fazer. Deitamos cedo e acordamos no meio da madrugada completamente sem sono. Por volta das 2h30 acordei, perdi o sono completamente, tomei água, comi chocolate e aí a Thais acordou e começamos a conversar, comer, fuçar a internet e nessa ficamos por volta de 1 hora e resolvemos tentar dormir novamente.

Acordei às 7h30 com sono, mas nos arrumamos e fomos para o café. Pegamos todas as coisas e fomos para a van que nos levaria até o teleférico para o início da aclimatação do dia.

Pegamos um teleférico daqueles que cabem 6 pessoas e subimos 2 lances até chegarmos ao teleférico individual. Estava subindo na cadeirinha, gravando vídeo e acabei deixando cair meu bastão de caminhada. O trecho é bem longo e chegamos lá em cima, no “pé da montanha” e colocamos as polainas e mais um pouco acima os crampons para começar a caminhada do dia, no nosso segundo ciclo de aclimatação.

Começamos a caminhar lentamente e fomos ganhando altitude aos poucos enquanto os snows cats, que são uma espécie de trator ou retroescavadeira muito grande com rodas de metal específicas para neve e as motos de neve passavam à toda velocidade ao nosso lado.

Os russos são meio malucos no trânsito de uma maneira geral e aqui na neve e na montanha não foi diferente. Não paramos nenhum momento para nos hidratar ou comer e seguimos caminhando montanha acima. Saímos de Terskol com bastante calor e logo no início da caminhada, a 3.800 metros já começou um vento e frio razoáveis.

Andamos por volta de umas 3 horas e paramos próximos ao antigo refúgio para fazer nossos treinamentos de auto resgate, como caminhar na neve com piqueta e ficamos um tempinho fazendo isso. Hidratamos, comemos, tiramos muitas fotos e logo começamos a descer, pois os teleféricos só funcionam até às 16 horas.

Descemos muito rápido e começou uma chuvinha leve e também um pouco de neve. Aliás, o terreno hoje foi da terra do início da caminhada à neve bastante fofa onde enfiávamos o bastão e escorregávamos com os crampons e também do gelo duro. É sempre muito cansativo o terreno onde damos um passo e escorregamos dois. Acabamos tendo que colocar muito mais força nas pernas, mas nos cansamos muito mais pelo esforço extra em tentar evitar escorregar.

Quando descemos o primeiro lance do teleférico, o Stefan localizou o meu bastão e como estava no início da subida das rochas, o Carlos saiu correndo e foi pegá-lo para mim. Eu tinha usado um emprestado pelo Alexandre, que foi muito gentil em me ceder.

Voltamos aos teleféricos, descemos os 3 lances dele, pegamos a van e retornamos ao hotel por volta das 17h30. Como o jantar só seria às 20h, pedimos para a cozinha do hotel fazer um sanduíche para aguentarmos até a hora do jantar, já que não havíamos almoçado.

Depois do lanche, eu, a Thaís e o Nelson fomos comprar chocolates na vila e voltamos para o hotel.

Ficamos um bom tempo olhando a internet, escutando música e fomos jantar às 20h, depois de tomarmos banho.

O tempo deu uma fechada boa hoje e fez bastante frio enquanto estávamos parados na chegada ao nosso ponto de aclimatação a 4.200 metros, no primeiro abrigo da montanha, o Pryut 11 e todos estavam com anoraks, fleeces e luvas.

O dia foi bastante produtivo e me senti muito bem, já que o ritmo da caminhada foi lento, sem puxar muito e fomos ascendendo lentamente.

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