1º dia

Eu e meu amigo saímos de São Paulo no dia 25/05, por volta das 20h30 e seguimos rumo à Passa Quatro, onde pernoitaríamos para começar a trilha na manhã seguinte.

Chegamos tarde, por volta da 1h15 e, evidentemente, todos já estavam dormindo. Entramos no quarto coletivo da pousada e fomos dormir rapidamente, pois levantaríamos dentro de poucas horas.

Levantamos às 6h, conhecemos os outros participantes e fomos tomar café. O guia local chegou e também tomou café conosco. Ao todo éramos 6 pessoas no grupo.

Saímos com a van, por volta das 7h e até chegar ao local do início da caminhada e começar a andar pela estradinha de terra e um pouco de lama, já eram 10h.

Saímos da Toca do Lobo, com bastante gente de outros grupos passando por nós. A caminhada se inicia cruzando um córrego, no qual pegamos água para 2 dias e já saí carregada com 5 litros. Com os 17 kg que já tinha na mochila, passei fácil dos 20 kg. Alguns deixaram para pegar o restante da água no último ponto que fica a 1h30 de caminhada e começamos uma subida através de uma bela crista.

Logo no começo já dá para perceber que a trilha não é para iniciantes e aqui sei que corro o risco de parecer que estou valorizando a empreitada, mas quem a conhece sabe do que estou falando. Nesse primeiro dia andamos 6,9 km com trechos de escalaminhada não muito grandes, mas bastante íngremes e que exigem muito fisicamente. Nesse dia temos um grande desnível, de mais ou menos 1.000 metros. Era um tal de segura no bambu, se agarra nas árvores, faz um movimento de 90 graus para subir alguns morros e com a mochila pesada nas costas, isso era uma exigência a mais para os joelhos e pernas. A terra negra já sujava as botas e consequentemente a calça. Sem falar nas muitas vezes em que escorregamos nessa lama tentando subir os morros e nos agarrando em algumas cordas pelo caminho.

Para mim, o primeiro dia é sempre difícil, porque o corpo está entendendo o que está acontecendo, está se habituando com aquele peso extra nas costas, e que peso, e por isso mesmo tende a ser mais sofrido.

Fizemos as habituais pausas para comer algo e procuramos nos hidratar o tempo todo, mas confesso que com a possibilidade de só ter água no dia seguinte no início da tarde e o medo de ficar sem, dei uma segurada na hidratação, o que não é bom.

Depois de 5 horas chegamos ao nosso ponto de acampamento, uma clareira que chamam de “ombro”, uns 30 minutos antes do destino final do dia que era o Capim Amarelo. O guia achou melhor ficarmos ali porque pelo número de pessoas na trilha, com certeza não encontraríamos mais lugar para acampar. Começamos a montar as barracas, desmontar as mochilas e preparar alguma coisa para comer.

Fomos agraciados com um pôr do sol digno de ficar marcado em nossas memórias, sendo “engolido” pelo horizonte e pelas nuvens.

Nisso foram chegando outras pessoas que resolveram fazer o mesmo que a gente e foram parando nesse ponto, que não é muito grande. No final, eram 9 barracas e mais um maluco que fez bivaque no saco de dormir, sem barraca, pois não havia mais lugar. Nós só o vimos na manhã seguinte e nem posso imaginar o frio que ele passou. Disse que em um momento durante a noite não estava mais sentindo os pés.

Senti um pouco de frio logo que entrei no saco de dormir, mas foi passando aos poucos. A temperatura ficou em torno de uns 6 graus de madrugada.

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