2º dia

Levantamos às 6h e começamos, aos poucos, a fazer o café, arrumar a mochila, desmontar barraca e estávamos prontos para começar a trilha, às 8h15.

Subir até o topo do Capim Amarelo não é fácil. É uma subida muito íngreme, difícil e no meio dos bambus que fazem a mochila enroscar o tempo todo. Foi cansativo, porém rápido. Chegamos ao topo, tiramos fotos, assinamos o livro, vimos algumas pessoas ainda nas barracas e realmente constatamos que foi melhor termos ficado mais abaixo, pois o local estava lotado.

Descemos do Capim Amarelo e dá-lhe joelhos. No meu caso, que tenho problema nos dois, nem preciso dizer que o desgaste é grande, mas quando não há remédio, bora andar. E assim foi entre subidas e descidas, passando pelos bambus que enroscam em tudo. O que chama a atenção nessa travessia é a diversidade de vegetação. Começa-se no meio de uma espécie de floresta, depois o caminho abre com vegetação baixa, fecha de novo, entram os bambus, vem a mata, o onipresente capim de anta e assim vai numa sucessão de diferentes ambientes.

O clima estava ótimo, com sol, só fazendo um friozinho pela manhã, mas já saíamos sem os anoraks dos acampamentos, porque nesse sobe e desce o calor chega rapidinho.

Depois que saímos da mata, chegamos ao Maracanã, que é um dos pontos de camping. Seguimos pela trilha com outros trechos de escalaminhada, mas com uma vista fantástica do Capim Amarelo e quanto mais nos afastávamos dele, mais parecia impossível que havíamos passado por lá há poucas horas, de tão longe que estava. Continuamos caminhando ora pela crista da serra, ora descendo pedras e depois de pouco mais de 8h de caminhada, chegamos numa espécie de vale, chamado de Asa, ao lado do ponto de água, a Cachoeira Vermelha e abaixo da Pedra da Mina, onde resolvemos montar acampamento pelo mesmo motivo do dia anterior, ou seja, não haveria lugar suficiente no cume da Pedra.

Para mim foi ótimo, porque já estava cansada e querendo parar mesmo e tirar a mochila enorme e pesada. Montamos as barracas, nos limpamos com lenços umedecidos e ficamos tirando fotos e conversando sentados nas pedras. Presenciamos mais um céu de deixar qualquer um boquiaberto. Aos poucos começamos a preparar o jantar, fomos pegar água na cachoeira, mas o gosto dela não é muito bom, é ferruginoso, por isso o nome de Cachoeira Vermelha.

O outro grupo que havia pernoitado conosco no acampamento anterior também resolveu ficar conosco e assim a “vila” foi aumentando. Ela começou com as nossas 4 barracas e de repente já eram 10.

Comemos, conversamos e essa noite o clima estava mais agradável, menos frio. Fomos dormir cedo, pois estávamos cansados. Por volta das 20h já estava no meu saco de dormir. Quanto mais gente num acampamento, mais barulhos durante a madrugada. Roncos em diversos ritmos, alturas e melodias nos embalavam o sono.

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