La Paz (3.660 m.) / Laguna Chiarkota (4.650 m.)

Levantamos às 7h30, fomos tomar café e já descemos com toda a bagagem para partir. Acabamos saindo às 9h30 de van e depois de uma parada para comprarmos chocolates (todos ruins, inclusive), pegar um monte de gente no caminho (cozinheiro, guia, etc.), parte dos materiais para o acampamento, chegamos à Rinconada (4.400 m.), onde almoçamos (frango, arroz, batata cozida e banana frita), arrumamos tudo, os guias arrumaram as mulas e partimos às 13h10.

Passamos pela represa Condoriri (4.450 m.) e fomos caminhando tranquilamente tendo à nossa frente, o tempo todo, a cadeia linda de montanhas e lagos maravilhosos. É uma caminhada das mais lindas que já fiz e para todos os lados que olhamos, o cenário é perfeito, irretocável.

Caminhamos tranquilamente, respeitando o ritmo de todos e fazendo várias paradas ao longo do caminho. Fomos nos aproximando da Laguna Chiarkota, que é um espelho azul esverdeado maravilhoso, que emoldura todas as fotos de qualquer ângulo que se olhe.

Caminhamos mais um pouco e às 16h chegamos ao refúgio Chiarkota (4.650 m.). Fomos arrumar o nosso quarto coletivo, pois o refúgio foi fechado para nós e não precisaríamos ficar mais nas barracas. O refúgio é uma construção com 2 cômodos (um quarto, a sala de refeição separada por um tecido e a cozinha). Os banheiros, que eram 2 e construídos em pedra, ficavam do lado de fora, um pouco mais distantes do refúgio. Eram 2, mas no mesmo ambiente, separados por uma meia parede de pedra. Em pé, enxergava-se a pessoa do outro lado. De um lado, um vaso sanitário normal e do outro o banheiro turco, aquele que é no chão e fica-se de cócoras para usar.

Dormimos os 8 e mais um colombiano no quarto e ficamos em colchões, o que é um luxo para alta montanha. Aos poucos a temperatura foi caindo bastante e fomos tomar um chá com biscoito cream cracker, doce de leite, leite e chocolate em pó.

Depois ficamos conversando e descansando, deitados nos colchões. Fomos deitar mesmo, às 20h30, mas não consegui dormir, porque os roncos, conversas do outro lado da cortina, o colchão afundando, me impediram de dormir e descansar.

Acabei com dor nas costas e foi uma noite muito ruim. O que, a princípio, parecia bom, que era não dormir em barracas e sim em colchão, mostrou-se muito ruim, pois para ir ao banheiro precisava sair no frio e se estivesse em barraca, poderia fazer na garrafinha, como já estava acostumada. Se estivesse só com a Lidu, não teria tido ronco, mas com os meninos todos juntos no mesmo ambiente, era uma sinfonia que tornava impossível conciliar o sono.

Nunca imaginei que sentiria falta de uma barraca. Rs...

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