Laguna Chiarkota (4.650 m.) / Cume do Pico Áustria (5.350 m.)

Levantamos às 7h, tomamos café e saímos às 8h30. Começamos a subir devagarinho por uma trilha cheia de pedras e um friozinho que nos obrigava a usar fleece, pluma leve e luvas. Em pouco tempo começou a ficar quente e começamos a tirar as camadas de roupas.

Fomos ganhando altitude e as pessoas foram demonstrando cansaço. Íamos parando, descansando e hidratando, mas seguindo montanha acima. Cada um demonstrava cansaço e ia reclamando da subida, mas não parava.

Pegamos uma parte de gelo liso e foi uma parte um pouco tensa, pois precisávamos segurar nas pedras para não escorregar. Continuamos subindo num terreno com muitas pedras e que me lembrou muito um pedaço do Aconcágua. A parte final, já próxima ao cume, era bastante inclinada e me senti mais cansada. As pessoas foram chegando aos poucos, bastante cansadas e sei que para alguns foi muito mais sofrido do que para outros, o que tornava tudo parte de uma superação muito grande. Temos que lembrar que era a primeira alta montanha para todo o grupo, exceto eu.

Como sempre, me emocionei ao chegar ao cume e a visão de lá de cima é maravilhosa. A gente enxerga até o lago Titicaca e nos vemos cercados pelas montanhas belíssimas. Ficamos um tempão tirando fotos, fazendo vídeos, comemorando e curtindo.

Levamos 6 horas para subir, o que é muito, mas fomos respeitando o tempo da maioria, lembrando que era a primeira montanha e que não é fácil subir a 5.350 m., com ar rarefeito e subidas íngremes.

Depois de 1 hora no cume, começamos a descer e fui atrás do guia, porque queria chegar logo de volta ao refúgio. Fomos nos distanciando dos demais e em determinado ponto estava sozinha na trilha, já que o guia ficou para trás para ajudar outros participantes. Eu adoro andar um tempo sozinha, curtir o silêncio, as paisagens, mas logo o guia gritou para que eu esperasse por ele.

Levamos 2 horas para voltar e ao chegar, todos se jogaram em seus colchões para descansar um pouco. Eu estava muito bem, mas em determinado momento me deu uma ânsia de vômito forte e corri para fora do refúgio. Passou tão rápido quanto veio e depois entrei para tomar um lanche.

Ficamos conversando, alguns descansando e fomos jantar umas 19h. São 20h e não temos nada para fazer. Todo mundo esqueceu o baralho, o que faz o tempo passar de maneira divertida.

O que valeu muito no dia de hoje foi que todo mundo, por mais cansado que estivesse – e alguns estavam bastante – fez cume e nós comemoramos muito a chegada de todos que se superaram nessa conquista.

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