Reflexões de um coração partido

Sou cheia de dúvidas para muitas perguntas para as quais não tenho respostas e isso me angustia. Às vezes me sinto paralisada, ainda que por fora pareça estar em movimento.

Tenho um coração enorme, cheio de potencialidades, um daqueles que se emocionam com histórias de amor, de bondade, de encontros, e embora calejado, não perde a capacidade de se expandir.

Sei ser calor para aqueles momentos de almas geladas, sei ser sorrisos para corações tristes, sei ser fortaleza para medos escuros. Sou doce, sou amarga, sou difícil, sou fácil até demais, sou amiga para todas as horas, ouvidos e cabeça abertos, mas sou de uma incoerência que grita dentro de um emaranhado de emoções que embotam.

Sou de uma clareza absurda e de um cansaço enorme dos desencontros dessa vida. Por isso, peço que não se aproxime de alguém se não souber cuidar do seu coração de verdade. Não suma da vida de alguém deixando um rastro desarrumado e um caminho tortuoso.

Deu trabalho chegar até aqui onde estou, então recolha sua indiferença e a guarde junto à impotência de quem não sabe ser inteiro. Não furte a paz de alguém deixando para trás janelas escancaradas de perplexidade.

Foi árduo o caminho para me construir, portanto não exponho meus detalhes mais interessantes a analfabetos sentimentais. Mas acalme-se, os melhores sabores têm que ser degustados devagar, requerem sabedoria, inteligência e um pouquinho de recolhimento.

Se hoje me cabe fugir, saiba que esse tempo só trará maturação para toda a hesitação e imprecisão que cabem dentro de um coração partido.

Valle de la Luna - La Paz (Bolívia)

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